18 janeiro 2007

“A oitava cor do arco-íris”

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Segundo dados oficiais da Filme B, empresa especializada nos números do mercado cinematográfico brasileiro, apenas 133 pessoas saíram de casa e pagaram entrada para ver o longa do diretor Amauri Tangará . Nas duas semanas em que ficou em cartaz em dois cinemas, um do Rio de Janeiro e outro de São Paulo, arrecadou R$ 1.035,00.

Levando em conta que custou R$ 600 mil para ser feito (montante autorizado para captação), seriam necessários mais 25 anos para que o filme alcançasse público suficiente para se pagar. Ou 11 anos e meio para pagar pelo menos o que o governo do Mato Grosso investiu no filme, R$ 139 mil.

O entusiasmo do governo, através de seu “Fundo estadual de fomento à cultura”, deu-se por se tratar do primeiro longa-metragem em toda a história do estado. “Só usei atores locais, lancei mão do que tinha ao meu redor”, afirma o diretor Amauri Tangará. “Também filmei as lindas paisagens do meu estado, aliás neste momento estou olhando a Chapada dos Guimarães pela janela.”

Feito em “condições precárias”, segundo Tangará, o auto-denominado primeiro longa mato-grossense trata da história de Joãozinho (Diego Borges), menino de 11 anos que sai de casa para vender a cabrita Mocinha e comprar remédios para a avó doente. Morador da periferia de Cuiabá, o inocente Joãozinho se esconde na carroceria de um caminhão para chegar ao centro da cidade, onde encontra várias dificuldades, de garotos de rua a açougueiros inescrupulosos.

Mas o que pode ter faltado ao filme a ponto de só levar 133 pessoas para assisti-lo?

“É o pior filme brasileiro do ano”, decreta o crítico de cinema Érico Borgo. Segundo Borgo, o “A oitava cor do arco-íris” se enquadra no que ele chama de “trash de raiz”, um filme feito para ser bom, mas que acaba sendo engraçado de tão ruim. “A melhor atuação é da cabrita Pretinha (nome real de Mocinha)”.

O diretor se defende, dizendo que o filme não tinha outra pretensão a não ser a de experimentar como é fazer cinema. “A gente botou a cara a tapa. Fizemos um filme sem nenhum ator da Globo, sem ninguém conhecido, com toda a precariedade que se possa pensar”. (precariedade com 600mil?)

Tangará também contesta os dados da Filme B. “Só no festival da Carla Camurati, em Brasília, tivemos milhares de espectadores. São brasileiros que vêem o filme, não só aqueles que pagam na boca do caixa”, diz, prometendo fazer de “A oitava cor do arco íris” um dos filmes mais vistos de 2007.

“Temos um projeto que vai levar cinema para o interior de Mato Grosso. Vamos colocar 300 mil pessoas para ver o filme”, garante. Mesmo que ele consiga, com este público o filme seria apenas o oitavo mais visto de 2006.

Sobre o possível dano que o fato de ter dirigido o filme menos visto no Brasil em 2006 possa fazer à sua imagem, Tangará diz não ter medo e até vê um lado positivo. “Isso aí chama a atenção para o filme. No futebol se discute tanto o time que foi campeão quanto o que caiu para a segunda divisão.”
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Pra mim é a continuação da saga de vergonha do cinema nacional, com uma historia mediocre, fotografia horrivel, elenco péssimo, diretor (sem comentarios), e o governo por queimar 600mil reais com mais um lixo. E nao cabe a justificativa de não ter atores da globo, se vc tem uma verba se tem que cumprir metas pra poder tem um material de qualidade. agora é a culpa dos meninos e açougueiros que nao sabem interpretar ou do produtor e diretos que nao sabe escolher nem definir um elenco?.

Lamentavel

3 comentários:

tatimendes@brturbo.com.br disse...

A QUEM INTERESSA O SUCESSO DO CINEMA NACIONAL?

- Aos produtores, que no Brasil têm a ingrata função de captar recursos, levar portas na cara, adular políticos, já que a “Ruanet” é fruto do mais escabroso lobby político desde a sua criação até hoje, mascarando o real interesse das empresas em apostar em determinado produto cultural?

- Aos distribuidores que têm nas mãos, todos os dias, propostas aliciantes de filmes estrangeiros que injetam milhões na publicidade de seus filmes, gerando uma concorrência extremamente desleal, em face ao produto nacional, que sai do forno sem qualquer amparo financeiro para a distribuição?

- Aos exibidores, cuja maioria se submete aos desígnios de um mercado manipulado pela “mídia”, compactuando assim com os interesses das “majors” estrangeiras de distribuição?

- A alguns conglomerados de comunicação que criam suas próprias produtoras de filmes, captam dinheiro público e investem milhões em publicidade, transportando para o cinema seus folhetins novelescos repetitivos, para não perder o espaço conquistado junto as grandes platéias televisivas?

- Certamente interessará a alguns críticos, ávidos por afirmação pessoal e profissional, que debocham e execram publicamente um filme pelo simples fato de terem na mão um veículo de comunicação, demonstrando assim sua “imensa capacidade” e “absoluta inteligência” em julgar estética, técnica, escola, linguagem, público alvo e etc ( parecem que não aprenderam com os críticos que crucificaram Delacroix, Van Gogh, Machado de Assis, Guimarães Rosa, ou Roling Stones e The Doors que foram citados como as duas piores bandas de todos os tempos em revista especializada de grande circulação mundial) - como se o ato de criar ou a forma de um produto cultural, tivesse que compactuar ou ser submetido aos seus rótulos, suas mordaças e suas molduras?

No dia 17/01 saiu um artigo, comentando a posição do diretor do último colocado na lista de filmes exibidos no Brasil em 2006. A jocosa, debochada e tendenciosa (para não dizer, mal informada) matéria tenta passar aos leitores as razões pelas quais o filme tenha ficado em último lugar. Tal matéria poderia “passar batida” se não evidenciasse seus reais propósitos:

- Busca polemizar, tentando convencer os leitores do quanto é vão e inútil, distribuir recursos públicos para artistas que não possuem poder de competir no mercado;

- Prega a idéia preconceituosa de que um tal Brasil que fica do outro lado (de não sei onde), caipira e tupiniquim, tem mais é que plantar “feijão e tulipas para a burguesia”.

O filme em questão é “A Oitava Cor do Arco-Iris”, primeiro longa metragem de Amauri Tangará, cineasta brasileiro, com nada menos de 40 (quarenta) anos dedicados a cultura e que perseguiu durante 18 (dezoito) anos a possibilidade de fazer seu primeiro filme. Depois de alguns curtas (dentre eles o premiadíssimo “Pobre é quem não tem jipe”), e viabilizado pela Lei de Incentivo a Cultura de Mato Grosso, trabalhou um roteiro simples, com atores da própria comunidade, muita cooperação e um verdadeiro mutirão pra colocar o filme “na lata”, com pouco mais de cem mil reais, (custo de curta-metragem). Dois anos depois, conquistou o prêmio do edital de finalização do Minc (duzentos mil reais) e graças a isso o filme pode ser finalizado. Estreou oficialmente para a comunidade que dele participou, na pequena Vila de Nossa Senhora da Guia, a 30 quilômetros de Cuiabá em 15 de julho de 2004 e emocionou milhares de pessoas. Foi chancelado pela UNESCO e depois, seguiu para a 28ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo(2004) onde recebeu duras críticas e uma votação tão ruim quanto, “A vida é um milagre” de Emir Kusturika. Superlotou a última sessão onde foi exibido na Mostra, no Centro Cultural São Paulo e foi aplaudido de pé efusivamente no final. Depois disso, foi convidado para diversos festivais nacionais, dentre eles, o Festival de Brasília de 2005, (onde abriu todos os dias as sessões do Festivalzinho, dedicado ao público infanto-juvenil). Foi também convidado para o festival de cinema para a Infância, de Carla Camurati que percorreu várias capitais. Esteve em festivais e mostras em Florianópolis, Gramado, Maringá, São Luiz, Campo Grande, Nova York, Los Angeles, Islantila – Espanha e Palmela – Portugal. Foi exibido no Canal Brasil, num programa chamado Seleção Brasileira.
Em outubro de 2006 entrou em cartaz em S.Paulo e Rio, com apenas duas (2) cópias e sem nenhum tipo de divulgação, em sessão das 13:30 da tarde, mas com o grande mérito de ter sido exibido, quando a grande parte da produção cinematográfica brasileira, sequer tem essa chance.

Mas seria pedir demais de um profissional, de um veículo de comunicação “tão importante”, que se dedicasse a uma pesquisa mais detalhada sobre a história ou o percurso de um qualquer produto que ele venha a “criticar”?
Seria pedir demais que em sua qualidade de “formador de opinião”, tivesse um critério ao menos neutro, apontando tanto as más quanto as excelentes criticas que esse produto que ele menciona, recebeu, tais como:

A do jornalista Cássio Gomes Neves (Diário do grande ABC – 28/09/06):

- “Um filme que fala de “nada” para falar de tudo” ...

- ”Um filme que se ocupa de um evento rotineiro para que o espectador se ocupe em observar um país em que o comodismo virou rotina”

- “O Objetivo: falar do Brasil, de sua incerteza como projeto democrático... de sua desordem ordinária, regularizada por meio da violência serial e da infância deposta; de sua solidariedade perdida em meio à necessidade de sobrevivência”

e do sr. Andrus Renatus no blog ‘Sombras elétricas” sob o título de “O Cinema de Fascina” de 07/10/06:

- “É um alívio imenso ver um filme brasileiro contemporâneo que não pareça um atualização cinematográfica da velha literatura de Aluísio de Azevedo e de Émile Zola. Ou seja, um filme nacional que não apresente, numa chave tão contundente que beire o exagero sádico, a miséria material e psíquica, a violência, a ditadura militar, e outras chagas típicas do nosso país”

- “... É da pureza que o filme retira a sua energia e valor ... Isso é raro no cinema brasileiro contemporâneo...“Filmes como “Ladrões de Bicicleta” (Itália-1948 0- Vittorio de Sica), Irreversível (França-2002 – Gaspar Noé) e este “A Oitava Cor do Arco-Iris” têm com certeza, algo em comum, no meio de todas as diferenças.”

- “A Oitava Cor do Arco-Iris é um filme de que Cesare Zavattini talvez gostasse. Assim como no Neo-Realismo italiano, temos aqui uma visão humanista e emotiva da população carente... O interessante é que a realidade da vida e do mundo é representada da maneira mais abrangente – por isso mais “realista”: inclui a bondade, a maldade, a indiferença... O que põe no chinelo filmes e obras literárias que defendem a visão mais pessimista da realidade...”

E Andrus ainda profetiza:

- “...Não seria surpreendente se a intelectualidade materialista/ marxista/ existencialista/ niilista dos grandes centros urbanos desprezasse A Oitava Cor do Arco-Iris. Para tais cabeças pensantes, modernas, sofisticadas, o “naif” do filme seria algo detestável ou simplesmente desprezível, não concorrente para que se dê valor “sério” a uma obra. Mas as inteligências desarmadas e as sensibilidades sem malícia saberão apreciar a obra de Tangará...”

- Em nome de um cinema brasileiro que possa contemplar toda nossa rica diversidade cultural, estética e artística e ainda em nome da própria liberdade de expressão a que os jornalistas brasileiros tanto clamam, desafiamos os órgãos de imprensa a publicarem este documento.

Tati Mendes
Produtora
Inquietação Filmes
tatimendes@brturbo.com.br

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Anônimo disse...

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fgaldino@hotmail.com